Kaplan na mídia -  

O que ele tem que eu não tenho 25/05/2009

Se eles ainda não perguntaram, aguarde. Um dia, farão a vocês questões delicadas, relacionadas à sexualidade, que deixarão você sem graça. Ou com vontade de parar para pensar na resposta mais apropriada.

Querer saber como vieram ao mundo, por que meninos e meninas têm órgãos sexuais diferentes ou por que os adultos se beijam na boca faz parte da curiosidade e do amadurecimento das crianças. Para falar sobre o assunto, não há idade ideal. Basta a criança perguntar. E os pais devem trocar o constrangimento pela informação.

– Devemos falar sobre sexo com os filhos porque quando mostramos que a sexualidade é algo natural e que faz parte do desenvolvimento da vida, a criança percebe que está protegida e que pode conversar com os pais caso aconteça algo desagradável. Falar de sexo é uma forma de proteção e de prevenção – explica o coordenador geral do Centro de Orientação e Educação Sexual do Rio de Janeiro, Marcos Ribeiro. Autor do livro Conversando com Seu Filho Sobre Sexo, Ribeiro explica que, se a criança pergunta, tem maturidade para receber uma resposta. Os pais devem explicar em linguagem simples, longe de palavrões e de termos agressivos, o que eles desejam saber. Além disso, a reposta deve ser exatamente aquilo que as crianças querem saber. Não é preciso entrar em detalhes.

– Pais devem entender por que a criança quer saber algo. Quando não souber responder, não vale mentir ou ficar bravo – afirma a enfermeira Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan.

E quando a pergunta estiver relacionada à intimidade dos pais? Aí, é necessário agir naturalmente, explicando as diferenças entre crianças e adultos. Os meios de comunicação também podem ajudar nas explicações: aproveite cenas da TV, reportagens em jornais e revistas e livros para introduzir o assunto. Só evite sites pornográficos e revistas de adulto, que antecipam etapas e apresentam visões distorcidas da sexualidade.

anelise.zanoni@zerohora.com.br

ANELISE ZANONI

Ajuda para conversar

- Tão importante quanto o jeito com que você fala é a sua postura física. Não adianta dizer que sexo é bom se a expressão de seu rosto mostrar o contrário. A criança vai assimilar mais o discurso não verbal do que o aquilo está sendo dito.

- Procurem sempre ter uma atitude positiva quando se fala de sexualidade. É com essa vivência que a criança construirá sua visão da sexualidade.

- Fiquem atentos às perguntas do seu filho. Procurem saber o que eles já sabem sobre o assunto e depois complementem, se for o caso. Agindo assim, vocês estarão contribuindo também para o desenvolvimento do pensamento deles.

- Não invente nem fale palavras que não sejam habituais. Use a expressão comum, que seu filho usa. Depois, empregue termos científicos para ele se acostumar.

- Não adie respostas. Seja objetivo, sucinto, mas responda. Se não souber, diga que não sabe, que vai se informar para depois responder. Seja sincero. Se mentir, seu filho vai descobrir e perceberá que não dá para conversar com você sobre o assunto.

CEGONHAS

- Dizer que foi a cegonha quem o trouxe ou que papai colocou uma sementinha na mamãe pode ser romântico, mas é irreal. Quando pai e mãe criam respostas fantásticas, os filhos criam fantasias que dificultam o pensar sobre a realidade e impedem que conheçam o seu corpo.

 

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