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Gravidez de jovem afeta vida social. 12/01/2010

O aspecto mais afetado na vida das adolescentes que engravidam é o social, indica pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Também foi constatado entre essas jovens índice maior de evasão escolar e baixa inserção no mercado de trabalho.

Com o objetivo de medir o impacto da gravidez precoce na qualidade de vida, os pesquisadores acompanharam por seis meses 116 adolescentes, mães e não mães, atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar da Unifesp. Foram avaliados quatro aspectos: físico (dor, sono e uso de medicamentos), psicológico (autoestima e imagem corporal), ambiental (lar, recursos e lazer) e social (relações pessoais, suporte e apoio).

Segundo a principal autora do trabalho, Ana Claudia Campos, o impacto foi significativo apenas no domínio social. "Quando a menina engravida, geralmente vai morar com o companheiro e perde o suporte da família. Além disso, grande parte do apoio que ela tem está na escola, nos amigos. Mas a maioria acaba abandonando os estudos", explica.

Apenas 30% das 40 mães pesquisadas frequentam a escola. Entre as não mães, o índice sobe para 76%. Foi identificado que 57,5% interromperam os estudos por causa da gravidez e só 27,5% retornaram. Além disso, 75% das mães não trabalham e 37% afirmam que têm como ocupação cuidar dos filhos. Entre as que não são mães, 63,2% não trabalham, mas a razão principal para 45% é o estudo.

Redução
A boa notícia é que o índice de gravidez na adolescência continua em queda, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Saúde. Foram 94.461 jovens com até 19 anos grávidas no ano passado, contra 148.018 casos em 1998 - uma redução de 36%. As adolescentes grávidas, em 2008, representaram 15,7% do total de partos.

"São mais de 53 mil jovens que deixaram de engravidar", comemora a coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente, Albertina Duarte. "Conseguimos minimizar os riscos físicos da gravidez precoce com acompanhamento, mas os riscos sociais são grandes, como perder o contato com amigos e enfrentar discriminação."

Fonte: Estadao.com.br

 

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