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Escolhas Reprodutivas

Maria Helena Vilela

 O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRES E RESPONSÁVEIS – É o direito de decidir ter ou não ter filhos, o número e o tempo entre cada um, e o direito de acesso aos métodos de regulação da fertilidade.

 Sexo engravida. A reprodução é função natural do ato sexual! Entretanto, com a evolução da humanidade, o sexo deixou de ter apenas a função reprodutiva e tornou-se uma manifestação de desejo e de prazer entre um casal.  Tal mudança provocou uma procura pelo sexo, muito mais voltada para a vivência prazerosa, do que para o objetivo de ter um filho. O problema é que o nosso organismo não consegue fazer a distinção entre as motivações para o sexo e impedir que ocorra uma gravidez, quando este não é o propósito do casal. Por isso é necessário que as pessoas façam uso de métodos contraceptivos.

 Até a década de 60, antes da descoberta da pílula anticoncepcional, as pessoas dispunham de poucas alternativas para se prevenir de uma gravidez. O que existiam eram os métodos naturais, que falham com uma freqüência muito alta; e a camisinha, que era pouco difundida, e nem sempre fácil de ser adquirida. Mas esta não é mais a nossa realidade. Em pleno século XXI, muitas conquistas científicas foram obtidas no campo da contracepção, de tal forma que podemos exercer o direito de decidir o melhor momento para ter um filho, sem que para isso a natureza sexual de cada pessoa seja agredida, inclusive na adolescência.

 No Brasil, os jovens são os que menos exercem os seus direitos reprodutivos. Enquanto, nos últimos 10 anos, o número de partos por ano, diminuiu na idade adulta, na adolescência, aumentou 2%. Em 2004, de cada 100 bebês que nasceram, 26 eram filhos de garotas entre 10 e 19 anos. Vocês acreditam que a adolescência é um bom momento para se ter um filho? Se sua resposta for não, conheça os métodos contraceptivos, ponha em prática a sua cidadania e fique fora desta estatística.

 Muitos são os métodos anticoncepcionais, uns mais eficientes, outros menos. Há os métodos naturais (pouco eficientes), os mecânicos, os hormonais e os de barreira. Estes últimos (camisinha masculina e feminina) são mais práticos e acessíveis para os adolescentes, sendo muito eficientes quando utilizados corretamente.

 A grande maioria dos métodos contraceptivos foi desenvolvida para ser usada pelas meninas. Isto dá à mulher uma maior autonomia na decisão sobre a maternidade, mas não significa que a prevenção deva ser uma responsabilidade só dela. Os meninos também podem participar ativamente do processo. Aliás, aquele garoto que quer ter a certeza de que não corre o risco de "ficar grávido", deve usar a camisinha em todas as relações sexuais, independente do fato de a namorada estar usando um outro método contraceptivo. Usar a camisinha é a única forma de o menino ter o controle sobre a paternidade. Engravidar deve ser uma escolha e não uma fatalidade!

 

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