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Educação e Orientação Sexual
Maria Helena Vilela O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA - Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, e deveria envolver todas as instituições sociais. Quando se fala em educação sexual, a primeira coisa que deve passar pela cabeça da maioria dos adolescentes é: USE CAMISINHA! Mas esta recomendação é apenas uma pequena parte da educação sexual. Na verdade educação sexual é um "ninho" de valores e expectativas preparado pelos pais antes mesmo do nosso nascimento. Para se ter uma idéia, a própria escolha do nome traz embutidas expectativas de traços que os pais desejam que seus filhos desenvolvam ao longo da vida. Assim, desde muito cedo, a criança é ensinada a se comportar de acordo com seu gênero e a aprender a se relacionar sexualmente com a sociedade. Com aplausos em alguns momentos e broncas em outros para corrigir ou adequar o comportamento sexual e o jeito de ser mulher ou homem, nós vamos sendo educados desde o dia do nascimento até a morte. Entretanto, a educação sexual não é privilégio apenas dos pais, mas de todas as pessoas que se tornam significativas na nossa vida, como, amigos, professores, ídolos; as experiências e oportunidades que cada um pode viver e, também,as informações e opiniões da mídia e da internet, desempenham papel importante na educação sexual. Educação sexual compreensiva Falar sobre sexualidade é falar de intimidade – sentimentos, valores, conceitos e condutas que retratam uma filosofia de vida e nos remetem, invariavelmente, a questões pessoais. E, muitas vezes, como determinados temas não estão claros, desenvolvemos alguns preconceitos e tabus que nos fazem sentir desautorizados ou mesmo envergonhados para ensinar, comentar ou esclarecer uma dúvida. Educar sexualmente, por mais absurdo que possa parecer, ainda é, para a maioria das famílias e instituições uma atitude constrangedora, principalmente, quando o que está em pauta é o desenvolvimento do papel sexual: como se comportar em sociedade, como manifestar a sexualidade. Se a questão for sobre amor, isto é, relacionamento afetivo, os adultos conseguem lidar bem com o tema, mas a coisa muda quando as questões são mais "sexuais": dicas de como beijar, o que se deve fazer para ter um bom desempenho sexual, como sentir e dar prazer, como conhecer o corpo, dúvidas sobre normalidade, dúvidas sobre risco de gravidez ou DST/Aids... Nesse caso a educação transcorre por meio de subterfúgios, isto é a opinião sobre o tema deve ser entendida nas entrelinhas, ou então se foge do assunto, desqualificando a sua importância. Conclui-se que a educação sexual efetiva dada pelos pais é ainda é cheia de limitações, tanto que conversar sobre consulta ao ginecologista ou ao urologista é um problema para muitos jovens. É por tudo isso e pelo fato de o jovem, hoje, viver num momento social que exige responsabilidade cada vez mais cedo, por sua conduta sexual, que a orientação/educação sexual nas escolas se tornou fundamental, em colaboração com a família, para o desenvolvimento pessoal do aluno. Este trabalho é uma intervenção na educação sexual de forma planejada e objetiva que está pautada em um outro direito sexual: O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO - A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico e ético e disseminado em formas apropriadas e a todos os níveis sociais. SOSex – o Serviço de Orientação Sexual à distância do Instituto Kaplan (SOSex) é um espaço em que o adolescente pode tirar suas dúvidas sobre sexualidade, prevenção de DST/AIDS e gravidez na adolescência em tempo real. Adicione sosex@kaplan.org.br no seu Msn e fique sabendo! |